COMO COMBATER O TERRORISMO?

Tradução: Foram 19250- em 2014 – ataques terroristas islâmicos desde 11 Set 2001 Não é islamofobia- é islamorealismo

Enquanto o mundo sofre e assiste o Estado Islâmico matando milhares de pessoas por todas as nações, como se fossem galinhas no aviário, somos obrigados a dar uma revisada na história sobre esse povo muçulmano e estudarmos a melhor forma de contra-ataque. Seria necessário implantarmos novamente as Cruzadas antigas para combatê-lo?

Já publiquei um artigo[1] sobre o quanto têm se “matado em nome de Deus, apesar de Deus ou contra Deus”: “Na história da humanidade muitas guerras “santas” foram travadas e milhões de pessoas assassinadas em nome da religião. A partir dos anos 70 d.C., os judeus foram expulsos de Israel e enfrentaram exílio e perseguição; na Idade Média, a Igreja Católica Romana perseguiu e matou cristãos que se rebelaram contra o poder papal em Roma; a mesma Católica empreendeu, mais tarde, as Cruzadas, a fim de defenderem Jerusalém dos muçulmanos; depois veio o Holocausto, com milhões de judeus mortos pelos nazistas, a pretexto da sua religião; atualmente, o mundo está assistindo inúmeros atentados terroristas, perpetrados por grupos islâmicos radicais que tentam impor a religião do Islã às suas nações; estes são apenas alguns exemplos da religião alienante e dominadora”. Atualmente não se houve dizer que cristãos (católicos, evangélicos, etc.), budistas ou judeus estejam explodindo mesquitas ou jogando caminhões sobre populares em desfiles.

Para que não pareça apenas “uma opinião” de uma pessoa ocidental e ignorante quanto ao tema, faço referência à psiquiatra Wafa Sultan[2], nascida na Síria há 55 anos, hoje residente nos Estados Unidos, que fez cair a máscara dos defensores do radicalismo islâmico: “O confronto que estamos testemunhando no mundo não é um conflito entre religiões, ou um choque de civilizações”. “É um confronto entre dois opostos”. “É um confronto entre duas eras. É um choque entre uma mentalidade que pertence à Idade Média e outra mentalidade que pertence ao século 21”.

Recentemente li um texto do Constantino[3] dizendo que não estamos preparados para fazer um debate sério sobre o assunto, principalmente nós brasileiros, onde tudo está polarizado entre esquerda-direita, Fluminense-Flamengo, Inter-Grêmio, etc. Qualquer crítica ao terror ligado ao Islã os esquerdista já dizem ser “islamofobia”, mas para a direita, logicamente, impõe-se uma reação à altura da barbárie. Embora tenha feito uma provocação sobre o ressurgimento das Cruzadas, entendo que o referido autor esteja certo quando propõe uma guerra intelectual e cultural, acima de tudo.

Sabedores de que esta guerra tem de fundo a questão religiosa, penso que o contra-ataque ocidental precisará, além de estratégias intelectuais e culturais, usar também a religião; a motivação islâmica[i] é de que Maomé é o último mensageiro de Deus (Allá) porque os mensageiros anteriores (Moisés aos judeus; Jesus aos cristãos) tiveram suas “Escrituras” adulteradas e, então, o islamismo deve ser imposto ao mundo. Dentro deste viés, chamou-me a atenção um texto do Pastor e Cantor Jesus Adrian Romero[4] que ele escreveu em resposta a sua filha:

 “GUARDA A TUA ESPADA

Paris, Nice, Dallas, Istambul, Quênia, Bélgica[ii]… Ontem à tarde minha filha Melissa me escreveu o texto desde a faculdade. Ela me fez vários questionamentos na forma de uma queixa contra Deus. Foi um grito de desespero e impotência pelos acontecimentos dos últimos dias do mundo.

Imagino que as perguntas da minha filha são as perguntas de muitos.

– O que está acontecendo?

– Existe alguma coisa que podemos fazer?

– Como é que vamos parar estes massacres?

– Onde está Deus em tudo isso?

Recentemente visitei o Museu da Memória e Tolerância na Cidade do México. Ao andar através das diferentes salas do museu fui esmagado por sentimentos estranhos e inquietantes. As imagens de genocídio, morte e destruição, investiram contra minhas emoções, como um agressor invisível. Em cada uma das salas andavam “fantasmas” conhecidos e desconhecidos, daqueles que assaltam a consciência e despertam a alma que viveu um espanto. Uma vez que a alma comece a falar, é quase impossível fazê-la calar.

Os autores destes crimes não eram animais no sentido estrito da palavra, eles eram pessoas como você e eu; pais de família, homens que beijavam seus filhos antes de irem para a escola, homens que como eu abraçava a sua mãe e demostrava amor.

Eles eram homens que se divertiam com seus amigos e iam pescar nos fins de semana. Hitler tinha um jardim de flores que ele mesmo cuidava….

Para sermos honestos, a identificação com esses homens é inevitável.

Durante o julgamento de Adolph Eichmann, um dos principais organizadores do Holocausto, Yehiel De-Nur, um sobrevivente do Holocausto, foi chamado para testemunhar, mas quando entrou no tribunal e viu a Eichman no banco dos réus, De-Nur desabou e caiu no chão.

Em uma entrevista que fizeram com De-Nur, perguntaram-lhe se fora o medo ou o ódio que o fez desabar.

Sua resposta a seguir surpreendeu, e ainda agora segue surpreendendo.

De-Nur disse que quando ele viu Eichmann percebeu que era apenas um homem.  “Eu tive medo de mim mesmo”, disse De-Nur, “percebi que eu era capaz de fazer o mesmo”“Eu sou igual a ele”.

Esta é uma dose de realidade que todos nós precisamos para combater os problemas de nosso mundo. O terrorista que colocou um colete com explosivos para sair e massacrar a muitos, naquela manhã tomou o café com sua família e beijou seus filhos.

Precisamos prestar alguma atenção à história. Esta é a mensagem do Museu de Memória e Tolerância. Alguns pensam que genocídios cessaram após o Holocausto, mas não. Nós não aprendemos com a história. Houve mais de 15 genocídios confirmados e faltam vários por confirmar. Mas, o que tem a ver genocídio com os ataques terroristas que estão acontecendo nos dias de hoje? Muito. A raiz dos genocídios é a mesma dos ataques terroristas, das guerras, do racismo e das desigualdades sociais.

A palavra genocídio foi cunhada na década de 40 para falar sobre o Holocausto.

A convenção define a palavra genocídio como:

“A intenção de destruir, no todo ou em parte, a um grupo étnico, racial, religioso ou nacional.”

A ideia de exterminar um grupo é com a finalidade de estabelecer uma sociedade perfeita. O grupo contra o qual ele luta é visto como um obstáculo para alcançar os seus objetivos. Esta maneira de pensar busca legitimar na mente de um indivíduo, de um grupo, de uma nação ou membros de uma religião, o agir selvagem.

Hitler queria exterminar os judeus porque os considerava uma raça inferior que atrapalhava seus esforços para estabelecer uma sociedade perfeita.

Nos adeptos de cada religião e ideologia é subjacente o desejo de fazer que os outros sejam como eles.

De uma forma agressiva, às vezes, as religiões e filosofias querem impor sua maneira de crer para estabelecer uma “sociedade perfeita”.

Isso já aconteceu com o cristianismo, o ateísmo, o socialismo, o capitalismo, e a lista é interminável.

O que isso tem a ver com a gente? O que podemos fazer para combater o que está acontecendo em nosso mundo?

Imediatamente talvez não possamos fazer muito, mas em longo prazo podemos fazer a diferença titânica. Acredito que, como igreja, devemos ficar longe de toda a atitude e atividade militante que provém da interpretação equivocada sobre o Reino de Deus. Quando interpretamos o Reino de Deus como uma guerra, nós nos trancamos na “cidadela” que é a igreja e lutamos contra aqueles que estão fora.  Escondemo-nos entre as paredes de uma cultura cristã irrelevante e nos proclamamos contra tudo o que acontece fora de nossa cidade. Nós contra o mundo lá fora.

Algumas igrejas agem literalmente como uma fortificação. Demonizam todos os que se opõem a eles e os classificam de pecadores ou hereges. Se quisermos fazer a diferença no mundo precisamos aprender com Jesus. Quando Jesus estava por ser preso, veio a ele uma multidão com espadas e varas e Jesus disse algo que necessitamos ouvir, especialmente nos dias de hoje:

“Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas”? (Marcos 14:48 NVI-Pt)

Jesus marca uma linha entre ele e aqueles que queriam estabelecer com militância algum reino ou alguma filosofia. Foi depois dessas palavras de Jesus que Pedro desembainhou sua espada e cortou a orelha de Malco, um dos soldados. Pedro interpretava o reino de Jesus como um reino imposto pela espada, pela violência, mas Jesus, depois de curar Malco, o soldado que veio para prendê-lo, diz a Pedro: “Guarda a tua espada”.

O Reino de Deus não é imposto pela força, não tem a ver com a espada. Mas se este reino não é uma revolução, se este reino não é imposto pela espada, como ele se estabelece? Assim o definiu Jesus:

“O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada”. (Mateus 13:33 NVI-Pt)

O Reino dos céus, mais do que uma revolução, é uma fermentação.

Nós que somos seguidores de Jesus nos misturamos como fermento neste mundo e deixamos que comece o processo de fermentação. E o que esse fermento representa? Boas novas (notícias), perdão, amor, harmonia, paciência, deferência. Isaías previu o reinado do Messias e disse: “O lobo habitará com o cordeiro” (Isaías 65:25); “A criança colocará a mão no ninho da víbora” (Isaías 11:8).  A serpente (tudo o que consideramos maligno ou cruel) vai acabar, perderá o seu veneno e vai brincar com um bebê (inocência, pureza).

E se guardamos a espada?

E se nos tornamos embaixadores da bondade de Deus?”

[1] Texto da Web em https://pauloespindola.wordpress.com/2014/06/28/todas-as-religioes-sao-iguais/, acessado em 30.07.16.

[2] Texto da Web em https://pauloespindola.wordpress.com/2015/01/22/o-radicalismo-islamico-na-visao-de-uma-intelectual/, acessado em 30.07.16.

[3] Texto da Web em http://istoe.com.br/alcateia-islamica/#.V5vHCu_i-bI.twitter, acessado em 30.07.16.

[4] Texto da Web em http://jaroficial.com/2016/07/guarda-tu-espada/, acessado em 28.07.16.

[i] Maomé (Muhammad Ibn Abdallah) é o último profeta do Islamismo que, juntamente com o Judaísmo e o Cristianismo, segundo os muçulmanos, são as 03 religiões monoteístas (um único Deus) e têm Escrituras Sagradas.

[ii] Durante a revisão e tradução deste texto ocorreram mais atentados terroristas na Alemanha e na França.

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