Pesquisa revela o perfil de adolescentes da capital gaúcha

Ao ver publicada a pesquisa de ZH (1), confesso que não fiquei surpreso com as constatações daquilo que vivenciamos diariamente, mas republico aqui não para rotular nossos jovens, porém, na esperança de que mais pessoas compreendam os tempos difíceis e complexos que estamos vivendo. Quando nossos jovens não veem diferença entre real e virtual, quando o celular é o objeto mais significativo de suas vidas, quando pensam que dinheiro dá em árvore, porque sempre os pais, os avós, etc., alcançam-lhes o dinheiro que necessitam, é porque a sociedade evoluiu? Ou temos uma geração de alienados? Mas se estão plenamente conectados, como serão alienados?

“Eles vivem conectados, mas não se interessam por política. Se autodenominam preguiçosos, mas sonham em viajar e construir uma carreira. E, quando o tema é sexualidade, se mostram abertos a diferentes tipos de relacionamento, mas muitos ainda conservam o sonho de casar e estabelecer uma relação de fidelidade.

Assim é a maioria dos jovens porto-alegrenses: ao mesmo tempo em que têm acesso a um mundo virtual (quase) sem limites, tendem a se proteger na casa dos pais. Essas e outras características que compõem a personalidade e o perfil de consumo de 400 moradores de 13 a 18 anos da Capital foram traçadas em uma pesquisa encomendada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL) e executada pelo Instituto Vitamina.

Divulgado hoje, o estudo com adolescentes das classes A, B, C e D reflete novos conceitos, tipos de relações e desejos de uma geração que parece mais interessada em aproveitar a vida do que mudar o mundo. Para eles, a popularidade é medida pelos “likes” que recebem no Facebook, tempo livre significa imergir nas redes sociais e, para começar a namorar, vale até pedido pelo WhatsApp.

– Existem várias frentes que fazem parte da adolescência e que, pelos dados do estudo, estão sendo deixadas de lado. Uma é a vida social, o contato físico com o outro. A outra é a familiar e também os momentos para ficar só. Os jovens estão muito dentro de casa, mas socializando o tempo todo pelas redes. Estão extremamente conectados com o virtual, mas investindo menos na vida real – comenta a psicanalista Katia Radke, membro da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA).

Os jovens, entretanto, não parecem sentir falta da presença física dos demais, já que, mesmo virtualmente, as conversas e o compartilhamento de informações não param nem quando estão realizando outras atividades. Mais de 80% deles afirmam estar online ao mesmo tempo em que assistem à TV. Para a psicóloga Aline Restano, do Grupo de Estudos em Adições Tecnológicas (Geat), as relações virtuais nem sempre devem ser encaradas como problemáticas pelos pais:

– É bem importante termos em mente que conversas e declarações feitas via internet, ou mesmo pedidos de namoro, são sim vivenciadas como reais para quem está inserido nela. Enquanto as redes sociais tiverem como fim a comunicação, a troca de opiniões, o compartilhamento de gostos, e não impedirem o relacionamento real, está bem – explica Aline.”

(1) (http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2014/12/pesquisa-revela-o-perfil-de-adolescentes-da-capital-gaucha-4654240.html)

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