Jesus e as crianças

Criança 1

Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus (Mateus 18:2,3).

 

 

 

No competitivo jogo de levar vantagem sobre o outro, somos direcionados pela necessidade de ser importantes e significativos. Precisamos ser alguém. De acordo com o texto sagrado: “Toda a vez que essa ambição vem à tona, Jesus coloca, entre eles (discípulos), uma criança, ou fala a respeito de uma criança”.

A resposta perspicaz de Jesus em Mateus 18 nem sempre tem sido percebida. Jesus diz que não há “primeiro” no Reino. Se quiser ser o primeiro, torne-se servo de todos; retorne à infância e então você estará apto para o primeiro lugar. Jesus deixa pouco espaço para a ambição, e deixa o mesmo espaço para o exercício do poder. “Servos e crianças não são detentores de poder”.

“A primeira qualidade que impressiona alguém que olha nos olhos de uma criança é sua inocência; essa amável incapacidade de mentir, de usar máscaras ou de fingir ser algo diferente do que é.”

A menos que recuperemos nossa criança, não teremos nenhuma percepção do eu interior e, gradualmente, o impostor[i] se tornará quem nós realmente pensamos ser. As qualidades positivas da criança (franqueza, dependência com confiança, capacidade de se divertir, simplicidade, sensibilidade em relação aos sentimentos) nos impedem de fechar o coração a ideias novas, a compromissos não lucrativos, às surpresas do Espírito e às oportunidades arriscadas de crescimento. A autenticidade nos afasta da introspecção mórbita, das infindáveis análises pessoais e do narcisismo fatal do perfeccionismo espiritual.

Nossa criança interior não é um fim em si, mas uma passagem para o aprofundamento de nossa união com o Deus que habita em nós, um mergulho na plenitude da experiência com o Deus, na consciência vívida de que minha criança interior é filha de Deus e, nessa condição é que somos amados. Somos filhos porque Ele é nosso Pai; e todos os nossos esforços, frutíferos ou infrutíferos, de fazer o bem, de falar a verdade, de compreender, são esforços de filhos que, por maior que seja sua precocidade, ainda são filhos, pois antes de o amarmos, Ele nos amou primeiro, como filhos, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.

Mas o que significa “ser como uma criança” na presença do Criador?

“É reconhecer a própria insignificância, esperando tudo do bom Deus, exatamente como a criancinha espera tudo de seu pai; é não ficar ansioso por nada, não tentar ficar rico… Ser pequeno é, também, não atribuir a si mesmo as virtudes praticadas, como se alguém pudesse acreditar-se capaz de conquistar algo, mas reconhecendo que o bom Deus coloca esse tesouro nas mãos de seus pequeninos para que façam uso dele sempre que precisarem; entretanto, é sempre o tesouro do bom Deus. Finalmente, é nunca ficar desalentado com as próprias falhas, porque as crianças sempre caem, porém, são pequenas demais para causarem grandes danos a si mesmas.”

[i] O impostor que vive em mim. Brennan Manning; 2ª edição. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.

criança2

Jesus e as crianças  (1)

 “Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?” Mateus 21.16

Durante o ministério de Jesus, a presença de crianças pode ser notada, embora no contexto social elas estivessem em desvantagem. Quando os sacerdotes e escribas repreenderam a livre manifestação de louvor de crianças a Jesus, o Mestre refutou esta repressão com um texto bíblico (Salmos 8.2).
A frase célebre de Jesus afirmando “deixai vir a mim os pequeninos” sempre é lembrada quando falamos de crianças. Mas o que Jesus queria dizer com estas palavras? Certamente há uma mensagem importante neste contexto que revela o tratamento de Jesus para as crianças.

 Como Jesus tratava as crianças?

Vamos refletir nas três passagens que Jesus afirma “deixai vir a mim os pequeninos” e refletir sobre o tratamento de Jesus para as crianças:

 1- Jesus dá liberdade às crianças: Mateus 19.14 “Jesus, porém, disse: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus”.

O evangelista Mateus, ao narrar a fala de Jesus sobre as crianças, enfatizou o desejo de Jesus em que as crianças tenham liberdade de vir até Ele. Os discípulos estavam achando que as crianças estavam atrapalhando o Mestre. Mas a preocupação maior do Senhor era que não houvesse ‘embaraços’ ou dificuldades para que as crianças tivessem acesso à sua pessoa.
Um exemplo de criança que teve livre acesso até Jesus foi o menino com cinco pães e dois peixes (João 6.9). Embora os discípulos estivessem achando difícil alimentar tão numerosa multidão, aquele menino anônimo se dispôs a contribuir com seu lanchinho. Este comportamento revela que as crianças são surpreendentes e mais ainda é o que Jesus pode fazer através delas.
Hoje em dia existem muito embaraços que dificultam o acesso de crianças a Jesus. Por exemplo, a falta de exemplo de adultos, a malícia ensinada a elas desde pequenas, o consumismo, falta de pessoas para ensinar e discipular crianças. Outro empecilho é o tratamento da espiritualidade das crianças como se fosse uma brincadeira, fazendo que quando crescem deixem a igreja pensando que é algo infantil.
Jesus quer que as crianças sejam livres para vir até Ele!

 2- Jesus vê e defende as crianças: Marcos 10.14 “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

O evangelista Marcos acrescenta ao texto que Jesus estava olhando para as crianças e ao ver que os discípulos as impediam de ir até Ele, sentiu-se indignado com isso. Com isto aprendemos que Jesus está sempre olhando para as crianças e não fica satisfeito quando alguma mal é feito a elas.
Um menino estava possesso de espírito maligno que o prendia deixando-o tão apavorado que se lançava no fogo (Marcos 9.22), mas Jesus o libertou deste mal. Enquanto os fariseus julgavam a história de vida daquela família e os discípulos ficaram confusos sem saber o que fazer, Jesus tomou atitude para salvar aquela criança. Jesus viu o sofrimento do menino e o defendeu do inimigo.
As crianças precisam de cuidado. É necessário estar sempre olhando por elas. Um bom tutor nunca perde uma criança de vista. Além disso, proteger a criança de coisas que lhe façam mal é indispensável. Infelizmente muitas crianças são educadas pela TV e os pais não estão vendo o que acontece com elas. Os responsáveis devem defender os direitos das crianças não pensando que somente prover sustento é o suficiente.
Jesus está olhando as crianças para defendê-las de todo mal!

 3- Jesus chama as crianças: Lucas 18.16 “Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”.

O evangelista Lucas enfatiza que Jesus chamou as crianças para perto dele. O texto demonstra que alguém estava atrapalhando as crianças de estar perto de Jesus. Os discípulos estavam influenciados pelos valores sociais que excluíam as crianças de muitos direitos como o culto, por exemplo. Mas Jesus queria incluir as crianças declarando que elas já são proprietárias dos Reino de Deus.
A filha de Jairo, quando estava doente e Jesus foi à sua casa para curá-la, mas quando chegou ela já estava morta. A primeira atitude de Jesus foi pedir que algumas pessoas (adultos) se retirassem, por não acrescentar a fé necessária no momento. Mesmo a menina estando morta, Jesus foi até ela e a chamou, mandando que se levantasse (Lucas 8.54). A menina ressuscitou! Quando Jesus chama as crianças ele dá vida e tira tudo que tem trazido morte aos pequeninos.
Muitas crianças estão morrendo sem Jesus. Mal começam sua vida e já conhecem a morte pela violência, drogas, doenças e todo tipo de injustiça. Jesus está chamando as crianças para ficar perto Dele. A presença de Jesus é a maior segurança que uma criança pode ter.

 Jesus está chamando as crianças para viver em Sua presença!

 A expressão de Jesus para que as crianças pudessem vir até Ele deve ser pregada com ênfase no dever de conduzir os pequeninos até Cristo. Certamente muitas daquelas crianças que Jesus abençoou se tornaram seus discípulos posteriormente.

Aprendemos que Jesus trata as crianças:
-dando a elas a liberdade de expressar sua fé com sua pureza e simplicidade peculiar;
-olhando para elas e defendendo de todo perigo;
-chamando as crianças para estar perto Dele.

 Jesus tratava as crianças com amor!

 Como discípulos de Jesus, devemos conduzir as crianças no Caminho de Cristo!

 (1) http://www.universidadedabiblia.com.br/jesus-e-as-criancas/

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