ENSINANDO PARA TRANSFORMAR VIDAS

O livro* aborda sete conceitos acerca do ensino, denominados leis, princípios ou regras, e que se resumem basicamente em uma única idéia: o amor pelo ensino. Na verdade, um apelo do autor pelo amor ao ensino, e para que este amor nunca acabe.

O primeiro princípio, do professor, mostra a necessidade daqueles que ensinam em estarem sempre se aperfeiçoando, melhorando sua própria pessoa, pois no momento que um professor pára com isso, com certeza também vai parar de ensinar; o segundo princípio, do ensino, é de que a maneira como os alunos aprendem é que vai determinar a maneira de ensinar do professor, ou seja, a busca constante do professor dever ser de que os alunos vivam o que lhes foi ensinado, verificando se houve mudança de atitude, de caráter; o terceiro princípio, da atividade, consiste em levar os alunos a praticarem o que aprenderam com o emprego máximo de seus sentidos (visão, audição…), pois dessa forma irão, não só guardar os conhecimentos, mas também mudar de vida. Os alunos devem ser incentivados ao comprometimento com o objetivo do professor, nunca o perdendo de vista, a fim de que o ensino saia da passividade e seja agente transformador de vidas, especialmente quando se tratar de educação cristã, onde o evangelho é “boa nova” que veio justamente para revolucionar o mundo; o quarto princípio, da comunicação, demonstra a necessidade do estabelecimento de pontes de ligação entre o professor e o aluno, para se obter pontos comuns entre ambos e, assim, facilitar a comunicação. No processo da comunicação, devem-se levar em conta os componentes básicos: intelecto, emoção e vontade. Para transmitir algo, o professor deve conhecer bem o assunto, senti-lo como sendo bom e também viver o que ensina. A comunicação será eficiente se a isso for acrescentado o entusiasmo de quem ensina; o quinto princípio, do coração, diz que o ensino para produzir impacto e mudança de atitudes deve ser transmitido de um coração para outro, e não meramente despejar conteúdos na mente dos alunos. Para os hebreus o ensino engloba a totalidade do ser: intelecto, emoção e vontade. Diante disso, o professor ao ensinar deve atentar para o caráter, a afetividade e o conteúdo, como forma de conquistar credibilidade e confiança dos alunos; desta forma a aprendizagem será efetiva se houver mudança nessas áreas, tanto de quem ensina, quanto de quem aprende; o sexto princípio, da motivação, ensina que o aluno irá aprender mais se estiver motivado adequadamente, ou seja, adequado é fazer o aluno enxergar-se dentro do que é ensinado, sentir-se também um agente de transformação de vidas; o sétimo princípio, da preparação, é a regra que determina que o professor e o aluno devam estar previamente preparados para que o processo ensino-aprendizagem flua melhor, sendo mais eficiente. O professor preparado deve estimular seus alunos a colocarem seus pensamentos em movimento, com tarefas de casa bem elaboradas, para que não estejam “frios” na hora do ensino, como, p. ex., estudar uma passagem bíblica que será discutida na próxima aula e, dessa forma, criando o hábito de estudarem a bíblia de forma voluntária e cotidiana, como parte de suas vidas.

(Howard Hendricks – Ensinando Para Transformar Vidas, Venda Nova/MG, Editora Betânia, 1991.)

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