*UNIÃO HOMOAFETIVA

 A aprovação da união homoafetiva pelo Supremo Tribunal Federal, permitindo aos autores juridicamente direitos e deveres iguais aos do casal heterossexual, é pauta de grande discussão, controvérsia e preocupação. Assusta que os argumentos utilizados em favor dessa aprovação se situem na dignidade do indivíduo, do homossexual, havendo assim silogismos falsos que levam a conclusões equivocadas. Sabemos, por tradição e pelas Escrituras, que o Criador fez o homem e a mulher, tão somente nessa modalidade, como núcleo primitivo da família humana. Não haveria, portanto, alguma outra forma alternativa de união de sexos. Em Gênesis diz o seguinte: “E Deus os abençoou (o homem e a mulher) e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.28). E, em sua sapiência, permitiu que tão somente houvesse a procriação do gênero humano, em sua divina vontade, através da união sexual de um varão e de uma mulher, do masculino com um feminino. Nenhuma outra forma, por mais que se pense fabricar e inventar, permite a genial continuação da obra criadora de Deus, nos filhos e filhas gerados pelos genitores, perpetuando assim a vontade do Criador. Esta constituição, assim formada, foi querida e abençoada por Deus, nessa única forma, descrita na gênese da vida criada. Essa é a forma digna e compatível com a essência do ser humano, conduzindo-o a uma união estável, heteroafetiva, construída por Deus. Deus fez assim, o homem inventa diferente. Por mais que as sociedades democráticas permitam legitimamente a união homossexual, nada vai se comparar com o original e primitivo projeto de Deus de constituir a família humana de um homem (varão), uma mulher (fêmea) e dos filhos e filhas que Deus confiar ao casal abençoado. O argumento de que a forma tradicional não perde com a união homoafetiva é falacioso. A sociedade, o ser humano, a família, perdem em muito querendo abençoar essa nova forma de união sexual. Os princípios das relações familiares essenciais e tradicionais são feridos, são quebrados, são prejudicados. Constitui, sim, uma vontade do homem tão somente, não de Deus Criador. É a conquista pessoal do homem por meio de sua liberdade, dada também por Deus, mas não projetada desta forma. O dom precioso da procriação nessa união nunca poderá se manifestar, por natureza intrínseca e fisiológica. Inventa-se uma outra família, maquinada pelos dedos tão somente humanos. Os que se arriscam em lembrar o plano divino ao homem são tidos como retrógrados, fora de época, fora da verdade, contra o progresso e contra os direitos justos das etnias, de opções dos indivíduos livres constitucionalmente. As igrejas cristãs são estas que se pronunciam fortemente em favor da família tradicional, proclamando o matrimônio indissolúvel e repudiando as invenções humanas para uniões não convencionais de pretensa felicidade buscada por si só, na busca do afeto e do amor sem a família constituída de um pai, uma mãe e filhos. Nesse grito, não se quer condenar os que tentam a realização de uma união homoafetiva fora dos planos de Deus Criador. Apontamos, em nosso legítimo direito de opinar e anunciar os genuínos ensinamentos bíblicos, não ser essa forma desejada por aquele que nos criou, que sabe onde habita a felicidade nas relações humanas e efetivas. Cedo ou tarde, os projetos humanos falham, sucumbem como vemos na história humana. Na tentativa de ir contra o ordenamento natural e divino, fugindo da proposta criatural de Deus, o ser humano já pôs em risco, tantas vezes, sua vida, sua felicidade, sua eternidade. Bem por isso, as igrejas são bombardeadas quando apontam para os primitivos valores nas relações humanas, sobretudo, em defesa da família. Somos livres, todos. Para buscar também o mal, que camuflamos como sendo momentaneamente um bem.                                         *(GERSON SCHMIDT – Jornalista e Padre – Artigo publicado em Zero Hora, 10/05/2011, p. 17.)

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